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Flexibilidade e Alongamento – Por Érika Barroso

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Qual a diferença entre flexibilidade e alongamento?

Flexibilidade é a capacidade de mover os músculos e articulações em todas as amplitudes de movimento, e é específica de uma determinada articulação. Já o alongamento é o exercício, ou seja, o processo que promove o aumento o comprimento muscular, melhorando assim a flexibilidade.


Idade, sexo e prática de atividade física afetam a flexibilidade. Se os tecidos não são alongados, a flexibilidade diminui com o passar do tempo. Crianças e adolescentes são bastante flexíveis, sendo que após a  adolescência, a flexibilidade atinge um platô e decresce. Embora a flexibilidade diminua com a idade, a perda parece ser minimizada com exercícios de alongamento. As mulheres são mais flexíveis que os homens – diferenças na pelve feminina permite maior amplitude de movimento na região pélvica quando comparadas à pelve masculina.

 

 

Quais os benefícios do alongamento?

Amplia o relaxamento físico e mental;

Promove o desenvolvimento da consciência corporal;

Reduz a dor nas costas; e

Reduz a irritabilidade e a tensão muscular.

 

Excesso de flexibilidade também pode ser prejudicial, pois desestabiliza as articulações e aumenta o risco de lesões, como os casos de entorse do tornozelo.


Cuidado com a velocidade do alongamento! O reflexo do alongamento é uma resposta ao aumento repentino e súbito do comprimento muscular. O músculo que está sendo alongado, responde contraindo involuntariamente e pode desencadear lesão muscular.

 

 

 

Existem 5 técnicas básicas de alongamento: estático, balístico, passivo, ativo e proprioceptivo.

a)     Alongamento estático: é o mais utilizado, pois é o método mais seguro, simples e com menor risco de lesão. Neste método, o membro é mantido em posição estacionária em seu maior comprimento possível por um período de 15 a 60 segundos. A maior desvantagem deste alongamento é a falta de especificidade para uma atividade em particular.

 

b)    Alongamento balístico: envolve movimentos pendulares, saltos, movimentos insistidos e rítmicos. Esse método é controverso e com maior predisposição a lesões, além de não proporcionar o tempo adequado para a adaptação ao alongamento e desencadear o reflexo do alongamento.

 

c)     Alongamento passivo: é uma técnica realizada por uma força externa quando você está relaxado e não contribui para a amplitude do movimento. As vantagens são de permitir o alongamento além da amplitude de movimento ativo e promove socialização dos parceiros. As desvantagens são: maior risco de lesão caso a força aplicada for inadequada e se a velocidade for rápido demais, pode desencadear o reflexo do alongamento.

d)    Alongamento ativo: é obtido usando seus próprios músculos e sem ajuda de uma força externa, pode ser mais fácil de ser realizado, pois não requer um parceiro ou um equipamento.

e)     Alongamento proprioceptivo ou Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP): é uma estratégia desenvolvida como procedimento fisioterapêutico. As técnicas de FNP oferecem uma grande gama de vantagens e benefícios em comparação com as técnicas convencionais de alongamento. A desvantagem mais importante é maior risco de lesão quando aplicada inadequadamente.

 

O alongamento diminui a força muscular?

Os resultados dos estudos demonstram claramente que tempos prolongados de alongamento afetam direta e agudamente o desempenho de força. Sendo assim, essa variável deve ser considerada no planejamento das sessões dos exercícios.

 

 

Não faça alongamento em uma região nos casos de:

Osteoporose;

Fraturas recentes;

O osso bloquear o movimento;

Processo inflamatório ou infeccioso na articulação ou próximo dela;

Dor forte ou aguda ao realizar o alongamento;

Entorses ou lesão por uso excessivo; e

Instabilidade articular.

 

Acrescente um programa de alongamento ao seu treino e melhore sua flexibilidade! Se você tiver dúvidas ou perguntas sobre qual alongamento é correto para você, consulte um fisioterapeuta, um educador físico qualificado ou um médico da área esportiva.

 

Érika Barroso – fisioterapeuta

CREFITO 3/47213

 

Referências bibliográficas

Almeida PHF, Barandalize D, Ribas DIR, Gallon D, Macedo ACB, Gomes ARS. ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 22, n. 3, p. 335-343, jul./set. 2009.

 

Endlich PW, Farina GR, Dambroz C, Gonçalves WLS, Moysés MR,  Mill JG, Abreu GR. Efeitos agudos do alongamento estático no desempenho da força dinâmica em homens jovens. Rev Bras Med Esporte – Vol. 15, No 3 – Mai/Jun, 2009.

 

Alter MJ. Ciências da Flexibilidade. Porto Alegre: Artmed, 1998.

 

Contursi TLB. Flexibilidade e alongamento. 19ª ed, Rio de Janeiro: Sprint, 1986.

 

Prentice WE. & Voight ML. Técnicas em Reabilitação Musculoesquelética. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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