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Exercício físico na adolescência – Por Érika Barroso

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fase da adolescência compreende a idade entre 10 e 19 anos. Apesar da alta prevalência do sedentarismo entre os adolescentes, o objetivo de ficar musculoso ou emagrecer é eminente para meninos e meninas, respectivamente. Um estudo realizado na Cidade de Niterói-RJ com adolescentes na faixa etária de 14 a 15 anos, identificou sedentarismo em 85% dos meninos e 94% das meninas.





Por outro lado, os profissionais da saúde e familiares devem estar atentos às anormalidades, como o excesso de atividade física. O exercício físico intenso e o alto volume de treinamento pode causar lesões osteomioarticulares como: osteocondrites, tendinites, fraturas por stress, rupturas ligamentar e muscular, e até, a interrupção do crescimento pela fusão da placa epifisária antes da puberdade.

 

O programa de atividade física deve ser adequado às necessidades e expectativas do adolescente. A adesão deste público leva em consideração o interesse e o prazer em querer fazer, e neste sentido, os pais devem considerar a escolha da atividade do seu filho, lhe dando a autonomia.

Os objetivos do exercício físico estão associados à aptidão física, de modo a oferecer melhora da capacidade cardiorrespiratório, da força e/ou resistência muscular e da flexibilidade; diminuir a incidência de doenças crônicas prevalentes na fase adulta, além de manter o hábito da prática regular de atividade física ao longo da vida.





O American College of Sports Medicine (ACSM) preconiza que o treinamento de força deve ser realizado com cargas moderadas ou submáximas, e com maior número de repetições (13 a 15), uma vez que este tipo de atividade contribui para o aumento da força muscular e da massa óssea, desde que seja realizado sob supervisão profissional adequada. O treinamento da flexibilidade deve envolver os principais movimentos articulares e ser realizado de forma lenta até o ponto de tensão muscular e mantidos por cerca de 10 a 20 segundos.

Cuide-se, pois até o exercício físico em excesso pode lhe causar dano.

 

 

Escrito por Érika Barroso – Fisioterapeuta

CREFITO/SP 47213

 

 

 

Referências

 

American Academy of Pediatrics Council on Sports Medicine and Fitness, McCambridge TM, Stricker PR. Strength training by children and adolescents. Pediatrics 2008;121:835-40.

 

American College of Sports Medicine. Opinion statement on physical fitness in children and youth. Med Sci Sports Exerc 1988;20:422-3.

 

Corbin CB; Lindsey R. Concepts of Physical Fitness. 9a. Edition. Dubuque, Brown & Benchmark Publishers, 1997.

 

Faigenbaum AD, Westcott WL, Loud RL, Long C. The effects of different re­sistance training protocols on muscular strength and endurance development in children. Pediatrics 1999; 104:e5.

 

Faigenbaum AD. Strength training for children and adolescents. Clin Sports Med 2000;19:593-619.

 

Greydanus DE, Patel DR. The female athlete. Before and beyond puberty. Pediatr Clin North Am 2002;49:553-80.

 

Pate RR. The evolving defintion of physical fitness. Quest. 1988;40:174-9.

 

Silva RCR, Malina RM. Nível de atividade física em adolescentes do Município de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saúde Pública 2000; 16:1091-7.

 

World Health Organization. Physical status: the use and interpretation of anthropometry. Geneve, 1995;453.

 

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