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O exercício físico aliado à prevenção e ao tratamento da incontinência urinária – Por Érika Barroso

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O exercício físico aliado à prevenção e ao tratamento da incontinência urinária

A incontinência urinária (IU) é definida como qualquer perda involuntária da urina. Dentre os fatores de risco para a incontinência urinária incluem-se a obesidade, a doença pulmonar obstrutiva crônica, o tabagismo, a ingestão hídrica excessiva, fatores dietéticos e constipação intestinal, além do envelhecimento, do esforço físico, da menopausa, da paridade (partos), das reações adversas causadas pelo uso de medicamentos e, nos homens prostatectomizados (retirada cirúrgica da próstata após o câncer).

 

Os dois tipos comuns de IU são:

a)      Incontinência urinária de esforço (IUE): desencadeada por uma atividade física ou um esforço como saltar, tossir, rir, levantar pesos, ou seja, ocasionada pelo aumento súbito da pressão intra-abdominal.

b)      Incontinência de urgência (IUU): que é o desejo de urinar sem controle.


 

 

Foi observado que em mulheres incontinentes ocorre a diminuição significativa da força e resistência muscular do assoalho pélvico, e que os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico representam uma opção simples e de baixo custo, e tem como objetivo melhorar os elementos de sustentação dos órgãos pélvicos. As intervenções podem ser através de exercícios perineais, o biofeedback, a eletroestimulação endovaginal e cones vaginais.

 

Hoje vamos falar especificamente do tratamento cinesioterapêutico na reabilitação funcional do assoalho pélvico, que a longo prazo, são efetivos para o controle das perdas urinárias, aumentando o intervalo entre as micções e consequentemente diminuindo a frequência urinária, trazendo maior satisfação para os pacientes, além de não ser invasivo e não apresentar efeitos colaterais.

 

 

 

 

 

Resultados dos estudos indicam a variação entre 56% a 70% para a cura através dos exercícios de força e resistência do assoalho pélvico, contudo, o sucesso do tratamento depende do grau e à gravidade das perdas urinárias, do interesse, da motivação dos pacientes e da disposição dos profissionais envolvidos para se buscar bons resultados.

 

 

Os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico devem ser orientados e supervisionados por fisioterapeutas, de preferência especializados em uroginecologia e obstetrícia. O fisioterapeuta presta assistência ao homem, participando da promoção, tratamento e recuperação de sua saúde.

 

 


 

Para a prevenção da incontinência urinária, os exercícios prescritos pelo profissional de fisioterapia podem ser realizados em qualquer lugar e antes mesmo do surgimento do problema. A prevenção ainda é a melhor estratégia para se combater a Incontinência Urinária.

Previna-se!

 

Érika Barroso – fisioterapeuta

CREFITO 3/47213

 

Referências bibliográficas

Amaro JL, Wroclawski ER, Rios LAS, Kawano PR. Incontinência Urinária de Esforço: Tratamento não cirúrgico e não farmacológico. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina: Sociedade Brasileira de Urologia, 2006.

 

Código de ética profissional de fisioterapia e terapia ocupacional. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Disponível em: <http://www.coffito.org.br/misto1.asp?id=10>

 

Kubagawa LM, Pellegrini JRF, Lima VP, Moreno AL. A eficácia do tratamento fisioterapêutico da incontinência urinária masculina após prostatectomia. Revista Brasileira de Cancerologia 2006; 52(2): 179-183.

 

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